Sustentabilidade e Amamentação!

maio 20, 2017

Nas últimas décadas a tecnologia tem invadido a vida da população mundial. E não foi diferente com a maternidade. A sociedade influencia as famílias desde a forma como criar e educar os filhos, até na alimentação, e propagam tudo que for derivado desta tecnologia como sendo a melhor opção, e que oferecer o máximo de tecnologia e desenvolvimento disponíveis para os filhos é o que trará mais benefícios se comparado ao que é saudável e natural.

Existe sim um caminho tecnológico extremamente a favor de uma vida saudável. Mas é preciso saber onde está a linha muito tênue que define o limite do que faz bem e do que passa a fazer mal. Para saber usar da tecnologia de uma forma saudável é preciso PONDERAR. Ponderar o que ouve, o que lê, o que assiste, o que compra, o que usa… E o que faz de tudo isso que está disponível em qualquer lugar, a qualquer preço, para qualquer pessoa.

Onde tudo isso entra na Maternidade?! Há pouco tempo a sociedade acordou para uma prática que estava sendo usada de forma distorcida:  as cesáreas agendadas. Esta prática foi vista (e ainda é, por algumas pessoas) como uma prática “moderna” e “contemporânea”, e em contrapartida, o parto normal passou a ser “ultrapassado” e “inconveniente”.  E isso acontece também com o uso de leite artificial e alimentos industrializados e processados, que dizem em seus rótulos oferecer tudo que o bebê e a criança precisam. Dando a impressão de que a mãe e os alimentos naturais não são capazes de fazer. Errado! Muito errado! Essas práticas atuais derivadas de um “desenvolvimento tecnológico” além de trazer malefícios para a saúde das crianças (e na vida adulta também), como também não são práticas sustentáveis. Você já parou para pensar nos custos de produção desses alimentos e dos utensílios necessários para utilizá-los? Por exemplo, para oferecer o leite artificial: tem todo o processo de produção do leite, da lata, do rótulo, a mamadeira, o bico, as embalagens… e assim vai. E após o uso, também gera um alto custo com resíduos e descarte, degradação do meio ambiente e diminuição dos recursos naturais do planeta. Nós já conseguimos sentir algumas consequências deste “mau uso” dos recursos naturais. E você já pensou também que será NESTE PLANETA que o seu filho vai crescer e viver?!

Na Semana Mundial de Aleitamento Materno em 2016 o tema abordado foi o desenvolvimento sustentável. Já que com base nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, foram criados 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e, apesar do aleitamento não ser um objetivo específico, é impossível pensar no cumprimento de muitos deles sem o aleitamento materno. (Leia mais em: http://www.ibfan.org.br/site/wp-content/uploads/2016/04/1-A-Semana-Mundial-do-Aleitamento-Materno-2016-traz-um-tema-amplo-e-que-vem-de-encontro-com-a-situacao-atual-do-mundo.pdf)

Sem dúvidas essas tecnologias vieram para suprir necessidades de casos específicos, de crianças em situações especiais. Mas acabaram parecendo ser sempre a melhor opção para todas as crianças. E quem não quer o melhor para o seu filho?! Apenas “parece ser”… Mas não é! Leite artificial é para aquele bebê que não pode ser amamentado no peito, que antes não tinha com o que se alimentar.

Como dizer que algo natural, sem custo algum, produzido a cada minuto, na quantidade e temperatura ideais, com tudo aquilo que o bebê precisa em cada fase do desenvolvimento, e que ainda proporciona vínculo entre mãe e bebê não é o melhor? De forma alguma amamentar é fácil. Sempre é um desafio. Apresenta obstáculos árduos que a mãe e a família precisam vencer. E às vezes não dá certo. E está tudo bem! Mas não podemos mais olhar para latas de leite como a melhor opção, nem como a primeira opção para bebês que têm a oportunidade de serem amamentados no seio materno. Esses artifícios devem ser vistos como solução quando existe um problema ou contraindicação, e não como a melhor e primeira opção.

Além das fórmulas artificiais, é preciso pensar no leite de vaca. Você sabia que o leite humano é espécie-específico? Isso significa que o leite que o humano produz é para humano, para aquele da sua espécie. Então por que oferecer leite da vaca? Deixa este leite para o bezerrinho! *rs…

As recomendações atuais é que a criança seja amamentada exclusivamente no peito até os seis meses, e após a introdução da alimentação, o leite passe a ser um complemento até os 2 anos ou mais. Porque só o leite materno é capaz de ALIMENTAR, NUTRIR, IMUNIZAR e oferecer AMOR em uma coisa só!

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